09 dezembro 2008

Um Mac invadindo o mundo do Linux

No mundo acadêmico, quando se trata em desenvolvimento de softwares, nos ambientes que eu já trabalhei, se usa usualmente a plataforma Linux. Isso porque o Linux oferece um ambiente de desenvolvimento mais maduro, open-source, de rápido crescimento. 

Mas quando aparece um Mac, a coisa muda um pouco. Apesar do Mac ser uma plataforma UNIX certificado, ele não oferece muitas das ferramentas oferecidas no Linux. Talvez nem sejam necessárias, uma vez que ele dispõe do XCode e outras ferramentes. Mas se o usuário quiser manter o mesmo ambiente que usava no Linux, ele terá que passar por uma tragetória cheia de sofrimentos. 

Um exemplo é a ferramenta ctags. A versão oferecida no Mac não suporta a opção de recursividade. Mas graças à boa vontade de desenvolvedores do mundo inteiro, existem formas de driblar essas dificuldades impostas no mundo da informática. Se você precisa de uma versão mais recente do ctags, você tem a opção de usar a ferramenta Darwinports

É só instalar e... ops!

É preciso executar a seguinte linha depois:

export PATH=/opt/local/bin:/opt/local/sbin:$PATH

Outra coisa que ajuda muito o usuário do Linux no Mac é um recurso que deixa o Mac um tanto afeminado no estilo Linux

export CLICOLOR=1
export LSCOLORS=ExFxCxDxBxegedabagacad

04 dezembro 2008

VIM - Uma viagem sem volta

Trabalho com programação. Aquela coisa de nerd, que vive na frente do computador escrevendo coisas que ao olho de uma pessoa normal não fazem o menor sentido. Mas é o meu ganha-pão e gosto do que faz. Talvez vocês não gostem deste post, mas acho que ele será bem útil para a minha vida profissional. Uso um editor de texto baseado em tela de comando. Algo bem parecido com a janela do prompt do DOS. Ele se chama VIM. É feio, mas vivi 2 anos só usando ele e hoje não consigo usar mais nada além. Não porque eu gosto, mas é que quem se acostuma, acaba condicionado a dar uma série de comandos que em outros programas, atrapalharia o trabalho. Na verdade é só uma questão de se acostumar, mas infelizmente não tenho tempo para isso. Entro em um emprego para começar a trabalhar.

Pois bem, sempre que mudo de emprego, sou obrigado a redescobrir os comandos necessários para reconfigurar o VIM, pois nunca me lembro onde eu deixo gravado as minhas configurações. Portanto, desta vez, estarei usando o Blog exclusivamente para a minha vida profissional. A minha configuração é:

map :TlistToggle
map zfa}
syntax on
set hlsearch
set autoindent
set tabstop=2
set shiftwidth=2
set expandtab
set ruler
set tags=/path/to/file/tags

21 fevereiro 2007

A Footless boot - Scene 1

The oldies

Do you remember the eighties? Oh boy, It was a great time. Playing with my friends in front of my home, riding a bicycle, playing with toys, diving into a fantastic world of fantasy. I well remember those days, spending all sunday watching my favorite TV shows: Macgyver, Night-Rider, Air Wolf, Vectorman and so on. The happiness was exactly there, always creating my own universe, an universe where everything is possible. Any reason was a reason to have some fun.

In this new section, 'A footless boot', I will present some memories of my past to use them as seeds of my future happiness. By the way, the way of thinking based on seeds is pretty nice. For example: Suppose that you are learning to speak a foreign language. Our memory needs some base to start creating a phrase to make you able to express some idea. The problem is, our brain is not so creative. So, at beginning, it will get panic! But, if you have a pattern to be used as a base of the phrase that you want to express, it make things easier.

Does this section not make sense? I agree with you. This is my actual situation of my brain. It is trying to set some patterns to organize my ideas that I want to express. I think that it is a way to improve myself. So my friends, if you have any complaint or correction, please tell me.

Moreover, I will try to put some grammar stuff here. Sometimes it's better to study a language in right way, isn't it? See you soon.

06 fevereiro 2007

Cheirando a própria bota - Capítulo Três

Doing your best

De uma certa forma, quando uma pessoa precisa completar um grande tarefa, aquelas de grande importância, ela tenta fazer o melhor que pode. Por outro lado, existem também pessoas que preferem fazer o trabalho de forma que possa terminar o mais rápido possível. A segunda solução pode parecer não muito boa, no entanto isso pode ser um bom caminho para o próprio aprimoramento pessoal.

Completar a tarefa o mais rápido possível é simplesmente essencial. Não importa o quão ruim será o resultado, o importante é terminar o quanto antes. Mas isso seria suficiente? Lógico que não. Terminar a tarefa mais cedo, não significa que ela esteja completa. Significa que está pronto para iniciar um novo ciclo. Como assim? Um processo de produção de um produto, por exemplo, é dividido em várias etapas: Conceito, projeto, protótipo, teste e depois retorna-se ao conceito novamente. As etapas usualmente utilizadas não são como as apresentadas aqui, mas a idéia básica é bem similar. Aqui entra-se o conceito de iteração, onde na fase de projeto, um dado produto dá voltas e mais voltas. Esta é a idéia aperfeiçoamento. No momento que um ciclo de projeto se fecha, fica mais fácil visualizar o todo e então projetar aprimoramentos tanto no produto quanto a sua produção.

Ou seja, a repetição é a forma humana mais adequada para aprimoramento. A repetição e o exercício são fundamentais para todo e qualquer processo que envolva o ser humano.

O mundo dá voltas e a forma que aprendemos nas escolas, no final das contas é a melhor forma, apesar de ser bem chata. Vale lembrar que um grande desafio de cada um é ultrapassar os limites da "chatisse". Vamos à luta?

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19 janeiro 2007

Rápido demais

Quando criança, vivemos uma vida à mil por hora. Grita aqui, corre para lá, cadê o Natal que não chega, o dia das crianças ainda está longe, para os 18, ainda falta um montão... Como gostaria de comprar aquela Playboy...

Bom, com o passar do tempo, o nosso desejo pela velocidade se mostra inversamente proporcional ao tempo. Quanto mais vivemos, mais parece que o tempo realmente está correndo mais rápido. Se pensarmos bem, como conseguimos estudar história, geografia, matemática, química e até aquela aula chata de Educação Moral e Cívica tudo junto?! Hoje, se estudamos uma única matéria, já sofremos o bastante. É lógico que com a idade, o ser humano tem um conhecimento maior, e por causa de toda essa intelectualidade, ela consegue estudar uma matéria de forma mais completa, mais interpretada e minuciosa. Mas perdemos tempo... Já não existe mais aquela vontade de fazer mil coisas, de rezar para que tal compromisso termine o mais rápido possível. A idade mostra que o tempo não é constante. Mas ela é relativa e faz jus à teoria da relatividade de Einstein. Mas ela é lenta, mas significativamente acelerada. A eternidade que sentimos quando criança, se torna em um segundo quando adultos. Quando crescemos, desejamos que o tempo corra mais devagarzinho.

Devagar para não ver os próprios cabelos brancos, ver as pessoas que gostamos envelhecendo... e o pior, adoecendo... O tempo é impiedoso, mas precisamos enfrentá-lo. James McLurkin (M.I.T.) dá uma interessante definição do tempo: "Time is a resource that is more precious than any other resource I've got.".

Comentários sobre comentários - no.12

O próximo passo
Na nossa vida, somos nos mesmos o "centro". Nem acima, nem abaixo dos outros, mas vivendo junto com todas as pessoas que estao ao nosso redor...
Anonymous


Caro Anonymous, não negamos que existam sim outras pessoas ao nosso redor. A idéia de cada um ser o seu centro do universo é um tanto perturbador e um tanto ousada. Mas ousada quando pensamos em sociedade. Ou seja, imagine você tentar provar à sociedade que a razão pela qual o universo existe é simplesmente o fato de que você existe. Já a sociedade não poderá dar razão à idéia, pois se estivesse de acordo, ela mesma estaria se pondo como elemento da própria idéia, ou seja, é a teoria se tentando provar para ela mesma.

08 janeiro 2007

O próximo passo

Hoje eu sinto que estou vivendo o próximo passo. Não propriamente o passo, mas um tempo de transição. Muitas mudanças estão ocorrendo em uma velocidade impressionante e às vezes rápido até demais. Mas rápido apenas para mim, uma opinião pessoal. Talvez essa velocidade seja de fato a velocidade de cruzeiro da vida, ou pelo menos a velocidade de cruzeiro da minha vida. Às vezes eu penso que sou o centro do universo, assim como cada um é o centro do seu próprio universo. Se digo que eu sou o centro, isso pode até provocar um pouco a sociedade, mas não existe forma de provar isso, pois o seu próprio universo só pode estar relacionado à você mesmo. Ou seja, Não dá para provar aos outros que o universo é único e que você mesmo é o seu centro, pois isso só depende de você mesmo. Loucura? Talvez, mas fica aí uma idéia.

06 setembro 2006

Uma bota sem pé - Returns


Sentiu a falta das receitas miraculosas da UBSP? Ficou sem rumo sem a "Na trilha da Bota"? Deixou de pensar sobre a vida depois que parou de cheirar a própria bota? Pois a sua salvação está de volta! "Uma bota sem pé" está de volta! Com a mesma cara, os mesmos editores, a mesma galera do sindicado, ou seja, a mesma bota de sempre! Esperamos que você possa curtir os nossos artigos como nunca e despertar a sua imaginação como sempre foi o objetivo deste blog! Um grande abraço!

24 julho 2006

"Eu queio chá!"

O Japão é um país cheio de opções de compra. Por exemplo, ao invés de termos cinco ou seis opções de refrigerante em um vending machine, existem máquinas que vendem talvez até 20 tipos de bebidas diferentes. O mais interessante é que os produtos são sempre renovados, com novos lançamentos e mudança de embalagem. As diferenças não ficam apenas na marca, mas existem tipos que variam desde água mineral à chá verde. Isso mesmo, o chá nas terras nipônicas são encaradas como uma "espécie de guaraná". O chá é aquele mesmo, com um verde sem graça, sem apelo nenhum para se mostrar ao menos agradável ao paladar. Outra coisa, normalmente o açucar não é incluso. Meu Deus! Eles vendem uma água esverdeada sem sabor???? E o pior é que são vendidos com o mesmo preço da coca-cola e gelados da mesma forma! Muito interessante, uma simples infusão sendo comparada à perfeita química corrosiva da coca. Bom, mas o fato é que o chá é muito apreciado pelos japoneses. Com o passar dos dias, a pessoa acaba se acostumando com o aguado sabor da bebida. Em alguns casos, é possível até descobrir novos sabores antes nunca experimentados. E ao que parece, a cultura do chá é iniciado bem cedo, ainda na idade do "gu-gu da-da".

Em Yokohama, na linha chamada Soutetsu, houve um caso bem interessante que envolvia uma família jovem com uma criança. Os pais jovens, com a velha mania de comprarem o que eles definem como ferramental básico para se criar uma criança, tal como um colete para carregar a criança nas costas dotadas com um tecido especial que absorve o suor tanto do pai quanto da criança, com plugues de dupla segurança para garantir que a criança não caia do colete (alguns dizem que são na verdade camisas de força para tentar manter o pimpolho quieto), cinto extra de segurança, e capacidade de se transformar em um confortável assento para poder carregar a criança no colo dentro de um trem. Existem pessoas que dizem que esses novos pais estão na verdade comprando brinquedos para eles mesmo e que só usam o filho como pretexto. Pois bem, o fato se inicia quando o pai, sedento depois de passar um dia inteiro brincando com os filhos, pede à esposa uma garrafinha de chá. Ela prontamente, como uma boa mãe e esposa atende ao pedido do garotão. Então o pai abre a garrafa e começa a molhar a garganta sedenta. O filho ao ver o pai, quase que em câmera lenta, o som do gargalo ecoando no silêncio do desejo, logicamente fica com vontade de experimentar o "coisa boa". O pai já saciado resolve devolver a garrafa para a esposa.

A criança, de mais ou menos uns seis meses, não é muito habilidoso com os seus membros e então começa a se movimentar. Primeiro verifica onde estão as suas mãos. Opa! Essas coisas compridinhas estão se movimentando como eu quero. Agora cadê a "coisa boa"? O quê? mamãe já pegou de volta? Eu queio! Eu queio! Hmmm... bom, é só esticar os meus coisas compridas que se mexem como eu quero pra pegar o "coisa boa". Urgh! Papai tá me segurando muito forte! Eu preciso me esforçar... Urrgh! Assim não dá, vou falar pra mamãe!: "Unhééééééé!!!!!!! Unhééééééé!!!!!!! ". Ela vai me entender. O quê? Mas por que mamãe está apalpando o meu bumbum de novo? Não mãe! Eu quero o "coisa boa" que papai glub-glub! Era só o que faltava, agora mamãe me pegou no colo e está de pé. Eu não quero olhar pra fora! Eu quero o "coisa boa"!!! Vou tentar de novo: "Unhééééééé!!!!!!! Unhééééééé!!!!!!! ". Agora sim... agora mama... Papai???? Não papai, não é pra mexer com o colete. Agora papai quer brincar com o colete... Ai ai ai... Por que ele está tirando o colete de mim? Ninguém me entende? Opa! Acho que papai entendeu! Ele pegou o "coisa boa" e... está glub-glub de novo?!?!?! Eu queio! Eu queio! "Unhééééééé!!!!!!! Unhééééééé!!!!!!! " Opa! Agora eles entenderam... Mamãe tá limpando a boca do "coisa boa"! Hehehe, Agora sim... Obrigado mamãe, a senhora é uma santa! Agora é só eu ... epa! Que coisa branca é essa na boca do "coisa boa"? É duro, não é bom... E eu nem tenho dente ainda... Papai gosta disso? Papai é estranho... Cansei.

"Ai filhinho! Não é pra jogar no chão!" Ih! mamãe tá brava! Bom, como não entendo nada do que ela fala, eu vou dormir. Boa noite.

17 julho 2006

Vício ou necessidade?

A internet está aí, mudando a vida de milhares de pessoas no mundo inteiro. Ele também está fazendo parte da construção da vida dos jovens, formando uma geração à muitos anos luz da geração coca-cola. De fato, muito se pode aprender usando a internet, ou também desaprender. É muito cômodo procurar uma resposta à uma dúvida de forma simples e principalmente rápida. E seguindo a rapidez das melhorias, cada vez mais essa ferramenta de comunicação, ou melhor, de informação está se tornando, ou já é algo que não podemos mais deixar de lado.

Por outro lado, outros meios de comunicação, tais como a televisão ou mesmo telefone estão cada vez mais se tornando obsoletos. A televisão por um lado está sofrendo mudanças como a sua transição para o sistema digital, que traz um pouco de interatividade. O telefone por sua vez, continua sendo uma necessidade para toda família e firma. No entanto, o próprio aparelho telefônico está deixando de ser necessário. Por incrível que pareça, o mais importante do telefone hoje é o cabo telefônico.

Bom, deixando de lado toda essa transformação dos meios de comunicação, nosso repórter, Beto de Bota está vivendo uma experiência própria deste século. Existem pessoas que tentaram viver sem telefone celular, sem carro e outras loucuras. Nosso repórter está vivendo hoje sem internet em casa. O custo total para se manter conectado à rede internacional está em torno de 100 reais por mês no Japão, atual residência da cobaia.

Hoje ele tem completado dois meses e meio sem a internet. Ao entrevistá-lo, ele levantou alguns pontos interessantes sobre a abstinência eletrônica:


  • A televisão não mais satisfaz o desejo pela informação. Ao que parece, o usuário se sente aprisionado pela restrição imposta pela informação televisiva. De acordo com o entrevistado, a falta de interatividade aumenta a ansiedade.
  • Aumento do stress devido a pressão de procurar as informações antecipadamente. Aumento do consumo de caloria para planejar o que procurar pela net ao ter acesso a uma.
  • Impossibilidade de atualizar a página "Uma bota sem pé" de acordo com o cronograma


Bom, concluindo, nosso repórter disse que hoje, para ele, é impossível viver sem internet. Existem pessoas que tem somente a internet como meio de busca de informações, deixando os tradicionais telefones, televisores e até jornais de lado. Querendo ou não, a internet preencheu uma lacuna da sociedade, tornando-o insubstituível nos dias de hoje. Seria um vício? Talvez. Mas que ele atende a necessidade da sociedade hoje, com rapidez e facilidade em obter informações, conectando milhares e milhares de pessoas no mundo, quebrando barreiras das diferenças culturais e religiosas.